
Manifestantes fecharam pistas da Marginal Pinheiros
(Foto: Marcelo Mora/G1)
Por volta das 20h, o grupo retornou ao Largo da Batata, de onde começou a marcha. O retorno ao ponto de concentração ocorreu após o grupo seguir pelas avenidas Faria Lima e Rebouças, até chegar à Marginal Pinheiros. Na via expressa aconteceu o primeiro confronto com a PM.
A polícia disparou bombas de gás lacrimogênio e atirou com balas de borracha contra os manifestantes por volta das 19h20.
No horário, o grupo caminhava no sentido Castello Branco da Marginal Pinheiros. A PM agiu inicialmente contra os jovens que estavam no fim da marcha e ocupavam a pista expressa.
Com a ação, a PM conseguiu liberar a pista expressa da via. Após isso, o grupo seguiu em caminhada apenas na pista local. O grupo seguiu pela Marginal Pinheiros e entrou na Avenida Frederico Herman Júnior, seguindo novamento em direção ao bairro de Pinheiros. No local, policiais novamente atiraram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio contra o grupo, que desviou e fez nova rota até o Largo da Batata.
Movimento
O grupo realiza ato contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo. A manifestação começou às 17h no Largo da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste. Durante o tempo que ficaram no largo, o protesto foi pacífico e acompanhado por esquema policial.
Na quinta-feira, as manifestações deixaram um rastro de destruição e sujeira na Avenida Paulista, além de ter bloqueado vias no Centro. Quinze pessoas foram presas e levadas para 78º Distrito Policial, nos Jardins. Entre elas, duas permanecem detidas no começo desta noite.
O vandalismo de quinta-feira atingiu as estações Brigadeiro, Trianon e Vergueiro do Metrô, além do Shopping Paulista, bases móveis da PM, bares e bancas de jornais da região. Marcelo Hotimsky, estudante de filosofia da Universidade de São Paulo (USP), e um dos membros do Movimento Passe Livre (MPL), avisa que os protestos devem seguir nas próximas semanas.
"As pessoas que estavam ontem estavam bravas, o movimento deve continuar. Terça- feira haverá um grande ato na Av. Paulista." Ele ressaltou que os atos de de vandalismo desta quinta só ocorreram após a intervenção da polícia.
O Metrô estima que o prejuízo provocado pelos manifestantes seja de R$ 73 mil. Pelo levantamento da companhia, R$ 68 mil serão gastos com a compra dos vidros das estações e R$ 5 mil com lâmpadas danificadas durante o protesto.
A SPTrans informou que 12 ônibus foram depredados e outros 53 pichados durante o protesto na quinta-feira. Pedro Lima, estudante de sociologia e política da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp), participou do protesto na noite desta quinta. Ele destacou a postura dos manifestantes em alguns pontos da passeata. "Achei curioso que o próprio pessoal da manifestação estava contendo outros. O Mpl [Movimento Passe Livre] pediu silêncio durante passagem por hospitais, isso foi interessante também", disse.
O estudante estava preocupado com a queda no quórum durante o ato desta sexta. "PM por todos os lados e pouca gente é mau sinal. Tenho medo da repressão policial por causa do menor número de manifestantes.
O protesto
O ato foi organizado por estudantes, que criticam o aumento das passagens de trem, ônibus e metrô na cidade de São Paulo para R$ 3,20. O MPL defende ainda qualidade e pede tarifa zero. Segundo o grupo, “todo aumento de tarifa é injusto e aumenta a exclusão social.”
Os organizadores afirmam que quase 20 mil pessoas confirmaram presença no evento de quinta-feira via Facebook. Eles estimam que cerca de 5 mil tenham de fato comparecido, enquanto a PM afirma que 2 mil participaram.
Ao G1, representantes do MPL disseram que não são responsáveis por atos de vandalismos cometidos durante o protesto: bancas de jornais, orelhões, estrutura externa da Estação Brigadeiro do Metrô e ambientes do Shopping Paulista foram alvos de depredações.

Policiais e manifestantes entraram em confronto na Avenida Frederico
Herman Júnior (Foto: Marcelo Mora/G1)

Às 18h40, a manifestação interditava a Avenida Faria Lima nos dois sentidos
(Foto: Julia Basso Viana/G1)
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